Deitou a cabeça no ombro de alguém.
Do homem que dividia o assento no trem.
E pensou que este alguém
Poderia recitar pra ela um poema de Vinícius
Ou cantarolar um de seus vinis empoeirados
E dizer que mesmo que ela fosse embora
Na próxima estação
Ela moraria eternamente no seu pensamento.
E que talvez, mais de 10 anos depois, eles pudessem se encontrar, se for.
E ele recitaria no mesmo trem, o mesmo verso, a mesma prosa, a mesma música.
Mas diria: não vá embora não.
Fica, vai.
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